Artigos de Revistas Científicas

Mantendo-se mentalmente ativo uma década após o treinamento cognitivo

Rebok e colaboradores publicaram um estudo longitudinal em 2014 baseado em dados de aproximadamente 2.800 participantes idosos. Os participantes que realizaram o treinamento cognitivo computadorizado direcionado para melhorar a velocidade de processamento apresentaram melhorias que duraram uma década inteira. Rebok et al. descobriram que, mesmo após 10 anos, os adultos que treinaram sua velocidade de processamento praticando exercícios de velocidade mantiveram um nível de desempenho mais elevado nas tarefas diárias.

O treinamento cognitivo computadorizado não requer alfabetização tecnológica

A revisão sistemática de Kueider de 2012 examinou a eficácia do treinamento cognitivo computadorizado em adultos saudáveis. O artigo de revisão incluiu 38 estudos divididos em três categorias com base no tipo de treinamento: prática cognitiva tradicional com papel e lápis, treinamento cognitivo computadorizado e jogos eletrônicos (ou videogames). Constatou-se que o treinamento cognitivo computadorizado é tão eficaz quanto a prática tradicional com lápis e papel, além de ser uma forma de treinamento mais intensiva e eficaz. Além disso, a maioria dos estudos relatou que os adultos não precisavam ser tecnologicamente alfabetizados (ou ter domínio tecnológico) para realizar os exercícios com sucesso e se beneficiar deles.

Interessado na saúde do cérebro? Desafie sua mente e movimente seu corpo.

De acordo com um artigo de revisão de Bamidis et al. (2014), manter o cérebro saudável é crucial para a qualidade de vida e para a independência na velhice. Demonstrou-se que o treinamento cognitivo e o exercício físico podem prevenir o declínio cognitivo e doenças relacionadas à idade. O artigo resume os achados mais recentes sobre os mecanismos cerebrais associados às mudanças cognitivas na terceira idade e ressalta a importância de um treinamento que inclua exercícios cognitivos e físicos para garantir o funcionamento ideal das redes cerebrais ao longo da vida.

Ler e jogar cartas levam a resultados diferentes

Em um estudo publicado em 2014, Kelly e colaboradores analisaram o efeito do treinamento cognitivo computadorizado em adultos saudáveis. Um total de 31 estudos foram incluídos e analisados, englobando quase 2.000 participantes nos grupos de treinamento cognitivo e 400 participantes nos grupos de controle. O estudo constatou que o treinamento cognitivo computadorizado melhorou a memória de trabalho, a velocidade de processamento e as funções cognitivas gerais em comparação a um grupo de controle ativo. Quando comparado a um grupo de controle que não realizou nenhuma atividade, o treinamento cognitivo computadorizado também melhorou funções de memória, tais como lembrar nomes e rostos, a evocação imediata de palavras e a criação de novas associações.

Treinamento cognitivo mostra-se eficaz para o comprometimento cognitivo leve

Uma meta-análise realizada por Tsang et al. em 2019 investigou o efeito do treinamento cognitivo computadorizado em adultos com mais de 55 anos com CCL (comprometimento cognitivo leve). A análise incluiu 18 estudos e quase 700 participantes. Os resultados mostraram uma melhora na função cognitiva geral, na memória e na memória de trabalho em adultos com declínio cognitivo.

A chave para uma intervenção eficaz é o treinamento cognitivo

Em um estudo de 2016 realizado por Giuli e colaboradores, 321 adultos foram divididos em três grupos: pessoas com Alzheimer de leve a moderado, pessoas com comprometimento cognitivo leve (CCL) e pessoas sem declínio cognitivo. A intervenção abrangente incluiu uma combinação de reabilitação (treinamento cognitivo), compensação (estratégias), estilo de vida saudável e suporte psicológico. Os autores encontraram uma melhora significativa nos três grupos em comparação com os adultos que não realizaram as atividades. Além disso, houve uma melhora nas tarefas de memória verbal auditiva e nas queixas subjetivas de comprometimento da memória entre os adultos com comprometimento cognitivo leve (CCL). Uma redução significativa nas queixas subjetivas foi observada nos adultos sem declínio cognitivo. Esses resultados mostram que o treinamento cognitivo melhora a memória e o funcionamento em adultos com e sem declínio cognitivo.