A memória é importante para uma pessoa em todas as áreas da vida: ela é essencial para a capacidade de aprendizagem, processos de tomada de decisão, conclusões e para a preservação da própria segurança contra perigos ou comportamentos que possam colocá-la em risco. No entanto, à medida que envelhecemos, os mecanismos de memória se tornam cada vez menos eficientes, e passamos a enfrentar diferentes situações de esquecimento.
Neste artigo, vamos ampliar o entendimento sobre a memória, discutir problemas de memória e esquecimento, explorar se existem vantagens em esquecer e mencionar algumas formas de ativar e treinar o cérebro para preservar e fortalecer a memória. Um guia sobre problemas de memória, declínio e melhora.
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O que é esquecimento e o que é memória?
A memória é a capacidade de uma pessoa de reter informações recebidas pelos sentidos e eventos que aconteceram com ela, armazenando-as no cérebro e recuperando-as quando necessário.
A palavra “memória” refere-se tanto às informações armazenadas quanto à própria capacidade de retenção. Diferente da memória de um computador, em que os dados aparecem exatamente como foram salvos quando acionados, a memória humana não é estática.
Toda vez que lembramos de algo, nós modificamos essa própria memória. A memória é extremamente importante em todas as áreas da vida e no aprendizado humano. Pode-se dizer, sem exagero, que ela é essencial para a sobrevivência.
Ela nos permite usar conhecimentos adquiridos no passado, experiências vividas e os aprendizados obtidos. Por meio da memória, interpretamos novas experiências e as integramos ao que já está armazenado no cérebro.
Existem vários tipos de memória. A primeira delas é a memória de curto prazo, na qual as informações permanecem por segundos ou poucos minutos. Em seguida, essas informações passam pelo hipocampo, onde são processadas e consolidadas, até serem armazenadas na memória de longo prazo.
O esquecimento está relacionado a dificuldades no processamento da informação, armazenamento incorreto ou dificuldade de recuperação. Com o envelhecimento, a eficiência desses processos tende a diminuir.
No entanto, além da idade, o estado da memória também é influenciado por fatores médicos, emocionais, físicos e psicológicos. Condições como estresse, sono inadequado, dificuldades de concentração e efeitos colaterais de medicamentos também podem afetar a memória.
Problemas de memória comuns em idosos incluem:
- Dificuldade para lembrar palavras ou nomes
- Fenômeno da “ponta da língua”
- Esquecer onde objetos foram colocados
- Esquecer conteúdos de conversas, nomes e tarefas
Quando é recomendado procurar um médico e avaliar o declínio cognitivo?
- Quando o esquecimento persiste por um período prolongado
- Quando o esquecimento afeta o funcionamento diário
- Quando há dificuldade em lembrar nomes familiares ou reconhecer pessoas conhecidas
- Quando o esquecimento pode colocar a segurança da pessoa ou de outros em risco
Existem vantagens em esquecer?
Surpreendentemente, existem vantagens importantes no funcionamento adequado do cérebro. Frankland e Richards, dois pesquisadores canadenses que estudaram a neurobiologia da memória, argumentam que o cérebro possui mecanismos que favorecem o esquecimento.
Segundo suas pesquisas, o equilíbrio entre memória e esquecimento permite que o ser humano tome decisões mais adequadas. Esse processo ocorre por dois mecanismos principais. O primeiro é o enfraquecimento ou desconexão das ligações entre neurônios responsáveis pela memória. O segundo é a criação de novos neurônios, destinados ao armazenamento e processamento de novas memórias.
Esses mecanismos reorganizam os circuitos cerebrais e “sobrescrevem” memórias antigas com novas informações.
Por isso, torna-se mais difícil acessar informações antigas, já que as conexões previamente formadas ficam mais fracas.


